A presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE), Profa. Adriana Tonini, participou do seminário “A Nova Indústria Brasileira e a Formação de Engenheiros – Subsídios Estratégicos ao PROENGE 2025”, realizado em parceria entre o Clube de Engenharia RJ e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). O evento reuniu lideranças da academia, da indústria, do governo e da sociedade para discutir os desafios da modernização do ensino de engenharia e sua conexão com a estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB).
A estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB), lançada pelo Governo Federal, recoloca a política industrial e de ciência, tecnologia e inovação no centro da agenda nacional, reconhecendo que não há soberania sem capacidade de produzir conhecimento, transformar esse conhecimento em inovação e agregar valor à base produtiva. Nesse contexto, o desafio da reindustrialização brasileira exige modernização de processos, sustentabilidade como princípio estruturante e superação das desigualdades regionais, além de enfrentar o atraso acumulado em relação às economias mais desenvolvidas.
Durante o encontro, a Profa. Adriana Tonini integrou o painel “O olhar das Escolas sobre a Indústria”, coordenado pelo Professor Emérito da UFRJ e membro titular da Academia Nacional de Engenharia, Paulo Alcantara Gomes. Ao lado de especialistas como Cláudia Morgado (diretora da Escola Politécnica/UFRJ), Antônio MacDowel Figueiredo (professor titular da COPPE e da Escola Politécnica da UFRJ, ex-diretor da COPPETEC) e Jorge Audy (professor da PUC-RS, ex-presidente da IASP e da ANPROTEC), a presidente da ABENGE trouxe a perspectiva das escolas de engenharia sobre os caminhos necessários para fortalecer a formação de engenheiros no Brasil.
Em sua participação, Adriana Tonini ressaltou a importância de aproximar universidades e setor produtivo, de investir em metodologias inovadoras e de enfrentar os gargalos estruturais que ainda limitam a qualidade da formação em engenharia. Destacou também o papel estratégico do PROENGE 2025 como instrumento para reposicionar a engenharia brasileira diante das demandas da transição digital e verde, da competitividade global e da necessidade de inovação de impacto social.
A presença da presidente da ABENGE reforçou o compromisso da entidade em contribuir para a construção de políticas públicas que valorizem a engenharia como eixo estruturante do desenvolvimento nacional.