A Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge) é atualmente a única entidade que representa, de forma institucional, as escolas de engenharia no país. Seu papel é central na interlocução com órgãos como o MEC, o CNE e a CES, especialmente na elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Engenharia (CNE/CES, 2019).
Essas diretrizes, ao colocarem o desenvolvimento de competências no centro da formação do engenheiro, reforçam a necessidade de alinhar a educação em engenharia às transformações sociais, tecnológicas, econômicas e ambientais contemporâneas. Nesse sentido, a Abenge atua não apenas na dimensão normativa, mas também no acompanhamento e orientação das Instituições de Ensino Superior (IES) para que implementem currículos que promovam a inovação responsável e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.
Os modelos de formação sugerem o fortalecimento de parcerias com empresas e institutos de pesquisa, a reconfiguração do corpo docente em consonância com essa nova realidade e o aumento dos investimentos em universidades e em pesquisas científicas. Tudo isso converge para a valorização da engenharia como área estratégica para o desenvolvimento econômico e social do país, sobretudo diante de seu papel na geração e aplicação de tecnologias inovadoras que respondam aos desafios da sustentabilidade.
Celebrar o Dia Mundial da Engenharia para o Desenvolvimento Sustentável é reconhecer que a engenharia brasileira, por meio da atuação da Abenge e das IES, tem a responsabilidade de formar profissionais capazes de projetar soluções que conciliem progresso, inclusão social e preservação ambiental — pilares de um futuro mais equilibrado e justo.
